A rede de pet shop Petz, anunciou na última quarta-feira que encerrará suas atividades de venda de filhotes de cães e gatos. A decisão da empresa ocorreu após o canil Céu Azul, fornecedor dos animais para a loja, ter sido fechado por denúncias de maus-tratos, falta de higiene, instalações inadequadas, além de não possuir o alvará de funcionamento.

A ativista e apresentadora Luisa Mell, uma das personalidades defensoras dos direitos animais, recebeu a maior parte dos 1.707 cães em sua Instituição, e comemorou a decisão da Petz.

Os filhotes que estavam nas instalações antes da decisão, continuarão na loja até serem vendidos, no entanto, a renda obtida será destinada a ONG’s protetoras de animais, que também ficarão responsáveis pelo espaço para promover campanhas de doações.

Sergio Zimerman, presidente e fundador da marca, comentou sobre o posicionamento: “Ao nos perguntarmos sobre a possibilidade desse tipo de episódio vir a se repetir, chegamos à conclusão que o nosso processo era 99% seguro. Ocorre que 99% não são 100%. E se há a menor possibilidade de isso acontecer de novo, então não serve”

De fato, não tem como não elogiarmos a postura da marca frente a uma questão tão polêmica quanto o desenvolvimento sustentável, mas há de nos questionarmos se a ação teria sido feita em algum momento caso o canil não fosse fiscalizado. Há 20 anos o fornecedor atuava com irregularidades, o que também levanta a questão de que diversos outros canis provavelmente agem com a mesma má fé. Mas empresas grandes possuem uma responsabilidade em checar todas as pontas de seu marketing, e fica claro que a Petz não tinha esse cuidado.

A Vale por exemplo, precisou de duas tragédias nacionais, para entender que o seu sistema de barragens é falho, e que o mesmo precisa de reparações. A crise precisa ser prevista e então solucionada com antecedência, e para isso deveria existir um departamento de planejamento estratégico em todas as empresas (independente do tamanho) para que não haja pontas soltas em nenhum ponto da cadeia produtiva.

Em uma época em que empresas de cosméticos não testam os produtos em animais e até redes alimentícias banem produtos de origem animal, é necessário que repensemos de que maneira não somente as grandes marcas vêem a natureza, mas como nós nos preocupamos com esse tema. E esperar que a consciência sustentável atinja patamares cada vez mais altos.

Imagem via: Veja

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